Resolvi escrever isso pra tentar tirar as duvidas das pessoas em relação a muitas coisas que acontecem na nossa vida... mas como irei tirar as duvidas dos outros se eu mesmo tenho minhares de duvidas?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
EU QUERO A SORTE DE UM AMOR LOUCO
Isso mesmo. Amor desatinado por amar sem limite, sem medida, sem preocupação com o saldo, nem nada mais. Quero um amor biruta e sem juízo, doido varrido, desses que toca a campainha no meio da madrugada, que faz juras de amor numa segunda-feira às seis da manhã. Que larga tudo, enfrenta o chefe e um trânsito insano só por algumas horas de grude.Quero anomalia sentimental, um amor amalucado, sem tempo ruim, que me leve pela mão em incríveis aventuras, que chute barreiras e gente do contra. Com sabor de sal e cheiro de maresia, procuro um amor viril e corajoso, que seja audacioso e vivaz, sem cabresto, correndo solto, desenfreado. Comigo. Junto à mim. Amor do tipo que arranca o fôlego e tira o prumo, que faz suar e tremer, que ferve o sangue e dá calafrios. Tudo ao mesmo tempo.
Nesses dias em que todos andam por aí sorrindo e desejando um feliz ano novo, eu quero mais é que me roguem um amor desvairado! Então, esperançosa, eu retribuiria de volta: Pra você também, um romance bem caprichado, nada equilibrado, com mil loucuras à dois! E assim, nossos desejos de amores delirantes e afoitos se multiplicariam feito coelhos na mata. É que de gente sã e comedida o mundo está cheio, e cheia, também, estou eu de tanto amor vazio.Ah, bem que poderia ser assim! Esse positivismo dentro de cada um de nós, dia e noite, vida afora, sem importar se é dia santo, feriado ou domingo chuvoso!
Confesso que estou esperançosa, afinal, se existe a tal da lei do retorno, já é hora de que um amor extraordinário cante à minha janela! Porque nunca fui de romper corações a torto e a direito, e ainda por cima, faz tempo que venho sendo premiada com modéstia amorosa.
Chega. Não quero sensatez, amor conciso, nem nada que caiba nas minhas mãos. Já não me contento com migalhas de afeto, súplicas de tempo e compromisso, nada disso. Mendigar carinho e atenção não preenche nenhum buraco, muito pelo contrário, só faz cavar mais fundo o poço do amor próprio. Quem vive com pouco, na expectativa do muito, sofre por sobreviver precariamente na miséria de sentimentos.
Nada mais sábio que o velho ditado: Antes só do que mal acompanhado. Porque se não for pra ser inteiro, que não seja. Não dá para ser consentido com as questões do coração. Pequenice não sustenta alma densa, gente intensa, amor de portão. É por essas e outras que eu digo e repito, que bato no peito e firmo o pé:
Eu quero a sorte de um amor louco!!!
(Revista Bula)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
2015 pra frente!
Iniciando 2015 com pé direito, com sensações de coisas boas, vibrações positivas. 2014 foi ótimo, muitas mudanças e reviravoltas, mas sempre visando a minha felicidade e a felicidade de quem convive comigo.
Esse ano que passou foi cheio de altos e baixos, trabalhei pra caramba em um lugar com uma paisagem lindíssima mas eu não era feliz porque estava longe das pessoas que gostava de verdade, voltei pra minha terrinha, conheci uns parceiros novos"vamo time" e mantive os que já tinha "grupo de apoio".
Me restabeleci de novo e segui em frente, nem tudo dava certo como eu esperava, mas nunca desistia. Agradeço ao apoio dos meus pai e amigos que sempre me apoiaram em todos os momentos e todas as minhas decisões e inesperadamente um mês e uns dias antes da virada do ano, conheci a pessoas que fez eu acreditar que algumas coisas dentro de mim ainda são possíveis, me mostrou e fez eu entender que gostar das qualidades é fácil, mas importante é aceitar os defeitos, aprendi a falar o que sentia e me expressar se não curtia algo, as adversidades que foram encontradas, foram vencidas, agora é só curtir e aproveitar o 2015.
Feliz ano novo e um ótimo 2015.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
EU SÓ DESEJO...
Todo mundo na virada do ano deseja amor, saúde, mudanças e
etc...
Eu Desejo só ser
feliz.
Todos pedem por
dinheiro, sucesso profissional, aumento de salário... Eu quero que meu coração
aumente seus batimentos por alguém.
Desejo ter de volta as sensações boas.
Quero sentir o peito apertar de saudade por ter visto a
ultima vez ao levantar da cama, mesmo sabendo que são 15 hrs e tenho que
trabalhar até as 19hrs.
Quero compromisso de ser feliz, quero a parceria de contar
meus problemas e a honestidade de um abraço sincero.
Quero a amizade de ir para a balada à noite e sair da
“casinha” pra comemorar uma vitória pessoal e também a tranquilidade de um
jantar a luz de velas em casa, um filme, um vinho... Um cozinha, o outro lava a
louça.
Quero uma critica construtiva quando eu errar, não uma
palavra que me deixe pior.
Quero um carinho, um sorriso, um beijo do nada, uma surpresa, uma superação de expectativas.
Quero a humildade de quando se assume que errou, quero o
valor certo para as coisas feitas e que sejam reconhecidos, quando não damos o
valor as coisas passam e vão embora, depois não adianta tentar corrigir. Como diria
Cazuza: “Eu quero a sorte de um amor
tranquilo. Com sabor de fruta
mordida.”
Vamos começar 2015 com
o pé direito, não errando como antes e mudando tudo aquilo que não nos
acrescenta nem nos torna melhore.
Cada um sabe o que
quer, pelo que luta e onde quer chegar, acredite que vai dar certo, tenha fé e transforme
o “eu quero” em “eu tenho.”
Feliz Natal e um 2015 MARAVILHOSO.
MM 05/12/2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
O dia em que parei de dizer “Anda Logo”
Essa foi minha vida durante dois anos de correria. Meus pensamentos e minhas ações eram controlados por alertas eletrônicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu não conseguia.
Acontece que seis anos atrás, eu fui abençoada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.
Quando eu precisava já estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.
Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atrás, ela insistia em colocar seu bichinho de pelúcia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de segurança.
Quando eu precisava pegar um almoço rápido no Subway, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua avó.
Quando eu tinha um dia cheio que começava às seis da manhã, ela pedia para quebrar os ovos e mexê-los bem devagarinho.
Minha filha calma e despreocupada foi uma dádiva para minha natureza workaholic e frenética, mas eu não enxergava isso. Não, nem de perto.
Quem leva a vida distraída está sempre usando viseiras, sempre de olho no próximo item da agenda. E tudo que não pode ser riscado da lista é pura perda de tempo.
Sempre que minha filha me forçava a desviar do meu cronograma, eu pensava “Não temos tempo para isso”. Por consequência, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: “Anda logo”.
Eu começava minhas frases com elas.
Anda logo, vamos chegar atrasados.
Eu terminava minhas frases com elas.
Vamos perder tudo se você não andar logo.
Eu começava meu dia com elas.
Anda logo e come esse café da manhã de uma vez.
Anda logo e vai se vestir.
Eu terminava meu dia com elas.
Anda logo e vai escovar os dentes.
Anda logo e vai dormir.
E apesar das palavras “anda logo” não fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez até mais do que aquelas outras palavrinhas, “eu te amo”.
A verdade dói, mas a verdade cura... e me deixa mais próxima da mãe que quero ser.
Até que chegou o dia fatídico e tudo mudou. Havíamos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de infância e estávamos saindo do carro. Como a menor não estava saindo rápido o suficiente, a mais velha disse para a irmãzinha: “Você é tão lenta”. E então ela cruzou os braços e soltou um suspiro de frustração. Foi como me ver no espelho, e a sensação foi horrível.
Eu estava fazendo bullying com minha própria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.
Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minha existência apressada estavam causando em minhas duas filhas.
Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: “Desculpa por estar fazendo você se apressar tanto. Eu adoro que você faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com você”.
Minhas duas filhas pareceram igualmente surpresas com minha admissão dolorosa, mas o rosto da mais novo tinha um brilho inconfundível de validação e aceitação.
“Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje”, eu disse, abraçando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da mãe.
Foi fácil riscar a expressão “anda logo” do meu vocabulário. Mais difícil foi adquirir a paciência para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar nós duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando tínhamos que ir a algum lugar. Às vezes, ainda assim chegávamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que só teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.
Quando saíamos para caminhar ou íamos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi expressões no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas mãos e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma Percebedora, e logo descobri que os Percebedores são dádivas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos céus para minha alma frenética.
Fiz minha promessa de desacelerar quase três anos atrás, ao mesmo tempo que comecei minha jornada para me livrar das distrações diárias e entender o que importa de verdade. E viver em um ritmo mais calmo ainda exige um esforço consciente. Minha caçula é um lembrete vivo de por que preciso seguir tentando. Na verdade, poucos dias atrás ela fez uma coisa que me lembrou disso tudo de novo.
Nós duas havíamos saído de bicicleta para visitar uma banca de raspadinhas enquanto estávamos de férias. Depois que comprei o doce gelado para minha filha, ela se sentou em uma mesa de piquenique e ficou admirando a torre gelada que tinha na mão.
De repente, ela me olhou com o rosto cheio de preocupação. “Preciso correr, mamãe?”
Eu quase chorei. Talvez as cicatrizes de uma vida apressada nunca sumam por completo, pensei com tristeza.
Quando minha filha levantou os olhos, esperando para saber se poderia comer a raspadinha com calma, eu sabia que tinha uma escolha. Eu poderia ficar ali sentada, triste, pensando sobre o número de vezes em que apressei a vida da minha filha... ou poderia celebrar o fato de que hoje estou tentando ser diferente.
Escolhi viver no dia de hoje.
“Você não precisa se apressar. Demore o quanto precisar”, eu disse calmamente. Seu sorriso se abriu imediatamente e seus ombros relaxaram.
Nós ficamos sentadas lado a lado, conversando sobre coisa que meninas de seis anos que tocam ukulele gostam de conversar. Houve até alguns momentos em que ficamos em silêncio, simplesmente sorrindo uma para a outra e admirando a paisagem e os sons ao nosso redor.
Achei que minha filha ia comer a raspadinha inteira, mas quando chegou no finalzinho, ela estendeu uma colherada de cristais de gelo e suco docinho para mim. “Guardei a última mordida para você, mamãe”, minha filha disse orgulhosa.
Eu deixei o gelo gostoso matar minha sede e percebi que tinha feito o melhor negócio de toda a minha vida.
Eu dei à minha filha tempo... e, em troca, ela me deu sua última mordida e me lembrou que tudo é mais doce e o amor é mais fácil quando paramos de correr pela vida.
Seja...
Comendo raspadinha
Apanhando flores
Apertando os cintos de segurança
Quebrando ovos
Achando conchas na praia
Observando joaninhas
Passeando na calçada
Não vou dizer “Não temos tempo para isso”, porque é basicamente o mesmo que dizer “Não temos tempo para viver”.
Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano é o único jeito de viver de verdade.
(Confiem em mim, eu aprendi com a maior especialista do mundo na área de como ter uma vida alegre e feliz.)
* O texto foi publicado originalmente no blog Hands Free Mama, de autoria da professora norte-americana Rachel Macy Stafford
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Silêncio da sede.
As vezes a gente apressa as coisas, temos sede de amor, sede de felicidade, sede de viver.
Acreditamos nas palavras e fechamos os olhos para as atitudes.
O amor é cego, a alma grita e não escutamos os sussurros da verdade.
Ficamos com o silêncio da alma.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Tudo quase igual
Cada um tem uma mania para fugir, alguns se escondem em um lugar só seu, viajam, outros possuem uma espécie de ritual, um cantinho da casa, um momento único,
eu, apenas escrevo, errado, torto, sem nexo, sem moral às vezes até sem
contexto, mas foi assim que aprendi a desabafar, aliviar, me consolar,
somente assim consigo me expressar sendo realmente sincera.
A grande maioria do que escrevi antigamente dificilmente releio, pois me fazem lembrar os sentimentos bons, ruins e péssimos, de uma fase com muitas turbulências, mas ontem achei em minha bagunça um texto de 2001 que dizia:
"...não
entendo as pessoas, todas tendem a mostrarem-se felizes e alguns
segundos depois começam a citar problemas e mais problemas, eu nunca sei
o que respondo, talvez porque não quero dizer nada, ou talvez se
soubesse a resposta, não seria tão ruim nas aulas de redação. Nunca
consegui escrever sobre um respectivo tema imposto, apenas sobre
sentimentos, que não me darão um dez..."
O incrível disso é que passaram-se 13 anos e ainda tento entender as
pessoas, me entender, entender o mundo. Não obtive grande parte das repostas. Tenho uma enorme dificuldade de escrever por imposição, mas, descobri por que era péssima em redação? Odiava a professora!
http://cotidianopublico.blogspot.com.br/
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
E VOCÊ SOUBESSE
O luto é lento. O homem pode disfarçar
transando, separando o sexo do arrebatamento, tentando se relacionar à força,
saindo com os amigos, aparecendo em festas, mas o luto é lento. Se você
soubesse como é difícil o homem amar, como é raro o homem amar. O quanto é
difícil. O quanto não será fácil acontecer outra vez. Amor é desde o primeiro
encontro, chuta a porta, arrebenta o trinco, esculhamba a vida. Amor não é
convencimento, persuasão, escolha do que é perfeito, do que se encaixa com o
nosso temperamento. Amor não é compatibilidade, afinidades eletivas, prazer da
companhia. É o improvável, é o inesperado, é o desconhecido. É um mistério
absurdamente desafiador, ingrato e perigoso. Vai além da amizade, do controle,
do domínio, do interesse. Amor é ser incompetente para compreender. É se
despedir beijando, é se despedir indicando o contrário. E muitas vezes se
afastar não é se despedir - é apenas sofrer, agora sozinho, a falta de
entendimento. Se você soubesse o quanto é complicado para o homem se abrir para
alguém, atingir a cumplicidade e a confidência. Homem não fala tudo para os
amigos, homem fala o que pode. Mas o homem fala tudo para a mulher que ama, fala
o que não imaginava falar um dia. A palavra é a última reserva masculina, a
última guarida. Ele somente se confessa na intimidade. Ao se separar, o homem
perde a palavra. Talvez queira compensar com atos e bravatas, porém perde a
palavra. Pode se vingar com o sexo, só que não é ele, não há brilho contumaz em
seus olhos, não há a façanha da esperança, não há insegurança que o deixa
seguro do que sente. Se você soubesse a exclusividade do amor masculino. A
adoração do amor masculino. A loucura do amor masculino. A insistência secreta
do amor masculino. Se você soubesse que jamais será substituída, trocada,
apagada. Que talvez ele nunca diga isso porque vão brigar antes. Talvez ele
nunca agradeça o que recebeu ou o que ofereceu porque não terá oportunidade ou
se calará diante de sua descrença. Você já não confia nele. Você é feita do
extremo, da renúncia, como toda mulher: ou é ou não é, ou mente ou conta a
verdade, ou demonstra ou está fingindo. Não é assim que funciona para o homem.
Homem é confuso, é incoerente, ele é mentira e verdade junto, brincadeira e
seriedade misturadas, não tem como discernir. Se você soubesse. Ele acordará
bem num dia, mal num outro, vai cercar o coração com a razão, e seguir adiante.
Seguir adiante não é superar, é se acostumar com a dor. Não confie na aparência
feliz, o pássaro que canta pode estar chorando. O luto demora, pois não existe
para ele, que continua casado por dentro. Se você soubesse o quanto ele te ama.
E melhor ainda se você acreditasse.
Arte
de Gabriel Garcia
Fabrício Carpinejar
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